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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016


26 de janeiro de 1930. Última rodada da Primeira Divisão do Campeonato da APEA referente ao ano de 1929. Cotonifício Rodolfo Crespi FC e AA República entraram em campo, ou melhor, no "Campinho da Rua Javry". O Crespi foi campeão, batendo o rival por 1 a 0, e sua torcida invadiu o gramado para carregar os jogadores em triunfo.

Apesar do nome, a Primeira Divisão da APEA nada mais era do que a segundona paulista, da qual participavam times como União Lapa, Alpargatas, Scarpa, Voluntários da Pátria, Estrela de Ouro e Roma. Equipes amadoras, varzeanas, várias delas ligadas a indústrias - caso do Alpargatas, do Crespi e do Scarpa.



Vencedor da Primeira Divisão, o Crespi recebeu o convite da Associação Paulista de Esportes Athleticos (entidade amadora que antecedeu a Federação Paulista) para integrar a Divisão Especial, na qual participavam os ditos "clubes grandes". Mas, para isso, deveria mudar seu nome, pois não se admitia, naquela divisão, vínculos com empresas. Dias depois, a diretoria do clube decidiu: o Crespi passaria a se chamar Juventus e a cor da camisa seria grená e não mais branca.

Em 1930 o Juventus disputou a Divisão Especial pela primeira das 71 vezes em que dela participou. Caiu algumas vezes, mas sempre voltou. Em 2005, retornou como campeão da agora já denominada A2.

Desde 2008, o Juventus não volta. Está na hora de voltar. Precisa voltar.

Na foto abaixo, os atletas do Cotonifício Rodolfo Crespi FC antes da partida contra o Alpargatas FC, disputada em 19/01/1930. Nesse dia o Crespi jogou com José; Berti e Segalla; Luiz, Julio e Raffa; Raul, Ballista, Barão, Piccinin e Zelindo. No jogo do título, atuaram José; Berti e Segalla; Jundiahy, Julio e Raffa; Raul, Ballista, Belacosa, Piccinin (autor do gol) e Zelindo.


Créditos das imagens (na ordem de aparição): divulgação/CA Juventus; O Estado de S. Paulo, edição de 27/01/1930; GazetaPress

quarta-feira, 20 de abril de 2011

87 primaveras

Hoje é aniversário do Juventus. Nascido Cotonifício Rodolfo Crespi F.C., em 20 de abril de 1924, da fusão do Extra São Paulo com o Cavalheiro Crespi F.C. (antigo La Grecia), ambos times amadores formados por funcionários da tecelagem Rodolfo Crespi.

Nesta efeméride, vamos relembrar um dos momentos históricos do Juventus, quando ainda defendia as cores e o emblema do Cotonifício Rodolfo Crespi F.C..



O alvinegro paulistano da Mooca derrotou o A.A. República em embate entusiasmante no estádio da Rua Javry, pelo placar mínimo, conquistando o campeonato paulista da primeira divisão apeana. O tento foi marcado por Piccinini e a assistência, que compareceu em bom número e enthusiasmou-se com a grande presença do elemento feminino nas arquibancadas, invadiu o campo de jogo para carregar os athletas em triumpho.

Com tal conquista, o clube que no mês seguinte passaria se denominar Clube Atlético Juventus, credenciou-se a disputar a divisão principal do futebol de São Paulo.

Tudo isso, tal como foi noticiado no dia 27 de janeiro de 1930 pelo jornal Folha da Manhã, está aí embaixo. Na mesma data, também a Folha noticiava uma notícia menor e menos relevante para o esporte bretão: a fusão entre a A.A. Palmeiras e o C.A. Paulistano, dando origem ao São Paulo F.C.

Clique para ver em tamanho maior.





O Crespi, que de ha algum tempo a esta parte se vinha impondo em nossos meios esportivos, pela maneira com que vinha derrotando todos seus adversários, teve hontem o premio merecido de quem lucta com ardor e enthusiasmo, o fructo ambicionado de seus esforços. O Crespi, campeão da primeira divisão de 1929, venceu lisamente seu competidor de hontem, apesar de haver sido diminuta a contagem.


Que tal façanha do passado sirva de inspiração aos atletas e dirigentes de hoje e de sempre.

Parabéns, Juventus. Você tem história.